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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

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CHRISTIAN DIOR


A marca CHRISTIAN DIOR é um ícone da moda de alta costura. Afinal é impossível imaginar a história da moda sem Christian Dior. Ele inventou o chamado “New Look”, que ao longo de sua história fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos. A marca é, talvez, a mais influente e chique do fascinante e extravagante mundo da alta costura. Fruto da cabeça criativa e inovadora, que adorava romper e quebrar tendências, do estilista Christian Dior. Moda para mulheres, homens, crianças, joias e perfumes incríveis, relógios, maquiagens, acessórios e muito estilo. Hoje, a DIOR é um império do luxo, admirada no mundo inteiro. 

A história 
Considerado o new look da moda internacional até hoje, Christian Dior era uma pessoa de temperamento difícil e complicado, apesar de tímido, mas conhecia como poucos seu ofício quando desenhava croquis para a alta costura francesa. O estilista nasceu na cidade de Granville, balneário conhecido como a “Mônaco do norte da França”, em 21 de janeiro de 1905. Na época, a família Dior tinha uma boa situação financeira, fazendo parte da burguesia rica, seu pai era um próspero comerciante de fertilizantes, o que lhe garantiu uma infância e juventude tranquila. Seriam as roseiras de sua mãe, Madeleine, que inspirariam o futuro estilista a criar seus modelos florais e orientais para, como dizia ele, “embelezar as mulheres”. Mesmo com o grande interesse em artes, especialmente o desenho, estudou ciências políticas, por influência de seu pai, com a intenção de seguir carreira diplomática. Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela continente europeu, até que, em 1928, abriu uma pequena galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean, onde a dupla vendia alguns desenhos de Picasso e chegou a expor alguns trabalhos de Christian Bérard. Mas a crise econômica mundial forçou a interrupção do negócio.


Em meados de 1934, Dior enfrentou uma grave doença. E o que é pior, não podia contar mais com o dinheiro da sua família que, desde 1931, atravessava vários problemas financeiros, muito em virtude da crise econômica que assolava o mundo. Em 1935, recuperado e disposto, esse determinado francês da Normandia começou a desenhar croquis para o Figaro Illustre, jornal parisiense que os publicava semanalmente na seção de alta costura. Depois de conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, o inventivo Dior elaborou croquis de roupas e acessórios para várias Maisons de Paris, até que, em 1938, ingressou de cabeça no universo da alta costura ocupando o cargo de assistente do estilista suíço Robert Piguet. Nesse ínterim, explodia a Segunda Guerra Mundial e Dior foi convocado para a batalha, na qual atuou como soldado do corpo de engenheiros.


Em 1941, já trabalhando na Maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que mais tarde se tornaria um grande e influente estilista francês. Nessa altura, o estilista, então com 41 anos de idade, almejava ter a sua própria Maison e conseguiu concretizar o sonho com a ajuda financeira do então magnata e empresário dos tecidos, Marcel Boussac, no dia 16 de dezembro de 1946 com a fundação da The House of Dior. O lendário endereço, em Paris, o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até os dias de hoje. No dia 12 de fevereiro de 1947, após um árduo trabalho, e ajudado pela sua equipe, que incluía Pierre Cardin, lançou sua primeira coleção feminina batizada de “Carolle”, que apresentou uma revolucionária saia na altura do tornozelo, apelidada pela redatora da conceituada revista americana Harper’s Bazaar, Carmel Snow, de “New Look” (novo visual). Contendo inúmeras variações e novidades para época, a coleção se tornou um sucesso imediato, principalmente pelos ombros arredondados, cinturas acentuadas, saias rodadas, vestidos suntuosos, fartos, com cintura bem fininha e ombros à mostra. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta prissada, que vinha quase até a altura dos tornozelos. Luvas, sapato de salto alto e chapéu completavam o sofisticado figurino, que foi seguido fielmente a partir da próxima década.
 

Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros. Ele conquistou de cara o mundo da alta costura pela ousadia e por causar impacto com suas roupas – afinal, para ele, “as peças eram feitas não somente para serem bonitas, mas também para chocar”. O estilista conseguiu mudar o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após alguns anos de reclusão, a mulher pós-guerra queria se sentir novamente feminina e estava ansiosa em recuperar a elegância e o luxo verdadeiro. Nos bailes, que à época se sucediam aos jantares, as mulheres ricas e célebres compareciam usando DIOR. O estilista criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século 19. Os vestidos eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas.


Ainda em 1947 foi criada a divisão de perfume, conhecida como PARFUMS CHRISTIAN DIOR, que iniciou suas atividades com o lançamento da fragrância Miss Dior, um verdadeiro clássico até os dias de hoje, criado com a colaboração grandes perfumistas, como por exemplo, Jean Carles e Paul Vacher e, em homenagem a sua irmã Catherine. Nessa época, Dior desenvolve e inicia projetos ainda considerados revolucionários, no pequeno e restrito mundo da alta costura: cria um departamento de peles e assina licenças com fabricantes de acessórios. Em apenas um ano, a coleção New Look teve mais de dez mil encomendas. A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres, como por exemplo, Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich, para quem ele criou o guarda-roupa inteiro do filme “Stage Fright”, de Alfred Hitchcock.


Em 1949, dois anos após a inauguração, a MAISON DIOR já era responsável por mais de 5% das exportações francesas. Nesta época, Christian Dior já tinha uma boutique de luxo em Nova York, em plena Quinta Avenida, além de estar bem estabelecido para assinar contratos de licenças com empresas americanas. No ano de 1954, ele mudou tudo com a apresentação da linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): nada de busto e cintura apertada. Dior inovou mais uma vez ao imprimir estilo com vestidinhos tubulares que escondiam as formas. O vestido-saco revolucionou de forma surpreendente cabeças e corpos. Também criou modelos luxuosos, com muita seda e tule bordado, além dos vestidos de tecidos transparentes, com saias sobrepostas e comprimentos dos mais diversos.


A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo longo com a parte superior mais pesada, além de golas grandes que se abriam em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A. Com apenas 52 anos de idade e dez anos depois de fundar sua Maison, Christian Dior morreu precocemente no dia 23 de outubro de 1957, durante suas férias no litoral italiano, após sofrer um ataque cardíaco fulminante. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 22 coleções, 28 ateliês e 1.200 empregados. Os números impressionavam: em dez anos de existência, foram vendidos mais de 100 mil vestidos, um milhão e quinhentos mil metros de tecido decorados e 16 mil croquis realizados. Além disso, ele ingressou no mercado de massa em Nova York, foi capa da revista Time (segurando a inseparável tesoura de costura), e, ao democratizar suas criações, foi acusado de banalizar a cultura francesa. Estava adiante de seu tempo. Inaugurou lojas DIOR na Inglaterra, México, Cuba, Canadá e Japão.


Para assumir a direção de criação da grife, após sua morte, foi escolhido o então jovem (com apenas 21 anos) assistente, irrequieto e talentoso Yves Saint-Laurent, que provocou protestos dos discípulos de Dior por ter criado peças poucos tradicionais para a marca, como jaquetas de couro e vestidos curtos. Apesar disso, a primeira coleção da DIOR após a morte de seu mentor foi magnífica e aclamada pelos críticos. Realizada em apenas nove semanas, as roupas possuíam cortes perfeitos, tecidos requintados e detalhes meticulosos, assim como Christian Dior a faria.


Em 1960, Saint-Laurent após ser chamado pelo exército, e dois anos depois de resolver abrir sua própria Maison, é substituído por Marc Bohan, um estilista francês mais experiente e conservador. Seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme Dr. Jivago, com casacos amplos de cintura apertada, vestidos longos e botas. No final desta década, dois acontecimentos foram de extrema importância para a marca: em 1967 a inauguração da primeira loja exclusivamente masculina (DIOR HOMME) e, em 1969, o estabelecimento da divisão de cosmético, que seria responsável por consolidar a marca DIOR ainda mais como um ícone do segmento de luxo. A partir de 1989, o italiano Gianfranco Ferré, em uma clara tentativa de renovação da Maison, foi escolhido como o novo diretor de criação da marca CHRISTIAN DIOR. Logo em sua primeira coleção ganhou o Dedal de Ouro oferecido pela empresa Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada. Em 1990, lojas sofisticadas da DIOR foram inauguradas em lugares luxuosos de Nova York, Los Angeles e Tóquio. Apesar do crescimento, nenhum desses três nomes conseguiu perpetuar com a mesma intensidade o brilho característico de Christian Dior. A mais reverenciada marca da moda então se tornou uma Bela Adormecida no universo da moda.


O ressurgimento começaria em 1996, quando John Galliano, que apesar da cidadania inglesa nasceu em Gibraltar, assumiu o cargo de diretor criativo da grife, responsável pela criação das coleções de alta costura e prêt-à-porter feminino. E chegou para incendiar a marca francesa. O estilista assumiu o posto criativo da CHRISTIAN DIOR com o respaldo de ninguém menos que Bernard Arnault, o todo-poderoso do grupo LVMH, influente conglomerado do segmento de marcas de luxo, que havia adquirido a grife francesa em 1985. Ao colocar Galliano, um rebelde, inglês e iniciante, à frente da MAISON DIOR, os franceses ficaram chocados. Porém, apenas um ano depois, a marca voltou a gerar dinheiro e lucros. John Galliano causou uma verdadeira reviravolta saudável na DIOR. Houve dois “escândalos”, no bom sentido da palavra, que fizeram com que a marca voltasse aos tempos de glórias: a simples contratação de John Galliano e a “coleção dos mendigos”, que causou frisson ao desfilar modelos vestidos como mendigos na passarela. O estilista, sempre convicto de que o esquisito, mesmo chocante, vende, colocou então nas passarelas trapezistas, acrobatas chineses, monges Shaolin, freiras e esfinges. Considerado um gênio rebelde, o estilista falava pouco em público, mas não precisava disso para virar notícia. Em um dos seus últimos desfiles de alta costura, modelos exibiram vestidos em estilo imperial, recobertos de bordados preciosos. Enquanto isso, uma banda de hard rock tocava e destruía seus instrumentos a chutes e pauladas.


Nomeado diretor artístico de todas as coleções femininas DIOR (alta-costura, prêt-à-porter, acessórios, cosméticos e sapatos) em 1999, ele também passou a cuidar da comunicação da marca, desde as campanhas publicitárias até o design das vitrines. Apesar do enorme sucesso, seu temperamento forte e rebeldia iriam causar problemas para a marca. E isto aconteceu no início de março de 2011 quando o estilista, filho de um encanador inglês e de uma espanhola, depois de ter sido suspenso de suas atividades após ser detido em Paris, acusado de insultos antissemitas á um casal em um bar, foi demitido pela marca francesa. Após Bill Gaytten assumir o posto como interino, finalmente em 2012, o belga Raf Simons foi nomeado novo diretor criativo da Maison.


A linha do tempo 
1949 
Lançamento do icônico perfume DIORAMA
1953 
Lançamento do EAU FRAÎCHE, primeiro perfume unissex na história do segmento. 
1954 
Lançamento do primeiro produto de maquiagem da grife, o lápis de boca (delineador). 
1955
Lançamento de sua primeira linha de batons (batizada de ROUGE DIOR), composta por oito tonalidades de vermelho, cor que se tornaria símbolo da marca. 
1956 
Lançamento do perfume DIORISSIMO, baseado no lírio do vale, flor predileta do estilista. 
1963 
Lançamento do perfume DIORLING
1966 
Lançamento da primeira fragrância masculina da marca, chamada EAU SAUVAGE
1967 
Lançamento da primeira coleção BABY DIOR, especialmente criada para crianças de 0 a 4 anos. 
1968 
A marca uniu a moda e a beleza ao lançar uma linha de maquiagens chamada HYDRA DIOR
Lançamento da CHRISTIAN DIOR TRICOT, uma coleção de roupas feitas em crochê. 
1969 
Lançamento da EXPLOSION OF COLOR, uma completa e moderna linha de maquiagens composta por blush, pós, delineadores, entre outros itens. 
1970 
Revolucionou ao introduzir o desfile de produtos de maquiagem, mostrando cores e tendências que marcaram época, estabelecendo a DIOR como uma gigante no mundo da moda. 
Lançamento da DIOR HOMME, primeira coleção masculina da marca. 
1972 
Lançamento do perfume DIORELLA, um verdadeiro “sopro de ar fresco”
1973 
Lançamento de uma linha para tratamento da pele. 
1975 
Lançamento do BLACK MOON, primeiro relógio da marca DIOR. 
1979 
Lançamento do perfume DIORESSENCE
1980 
Lançamento do perfume masculino JULES
1983 
Lançamento do CAPTURE, um creme anti-idade que possuía em sua formulação lipossomas, microcápsulas que penetram na pele e previnem o envelhecimento. 
1985 
Lançamento do POISON, um dos perfumes de maior sucesso da grife francesa. 
1988 
Lançamento do perfume masculino FAHRENHEIT, que se transformaria em um fenômeno de vendas.
1991 
Lançamento do perfume feminino DUNE, que ganharia sua versão masculina seis anos mais tarde. 
1995 
Lançamento do perfume DOLCE VITTA em sua tradicional embalagem amarela. 
Lançamento da bolsa LADY DIOR, cuja característica principal era o “cannage” – desenho de cana da Índia - com letras DIOR soltas na alça. O nome é uma homenagem à princesa Diana, embaixadora mundial da marca e amiga pessoal de Bernard Arnault, presidente do conselho e principal executivo do Grupo LVMH. 
1996 
Relançamento da coleção de óculos da grife ao comando de John Galliano. Os primeiros óculos com a marca DIOR foram lançados no final da década de 1960. 
1998 
Lançamento do perfume HYPNOTIC POISON
Lançamento de sua primeira linha de joias, criada e dirigida por Victoire de Castellane. 
1999 
Lançamento do J’ADORE, um perfume refrescante com misturas de orquídeas, violetas, rosas e um tipo especial de almíscar. O perfume foi batizado com esse nome graças à expressão usada constantemente por John Galliano (traduzida do francês, significa “eu adoro”). 
Lançamento da famosa bolsa saddle bag, modelo em forma de sela com alça curta. Todos os anos esse modelo ganha novas versões, aumentando ainda mais a enorme legião de fãs. 
2001 
Em janeiro, o estilista francês Hedi Slimane estreou a nova DIOR HOMME, aclamada como uma das melhores coleções de moda masculina da atualidade, com pitadas de androginia e glamour do rock’n roll.
2002 
Lançamento do perfume feminino FOREVER and EVER
Lançamento do perfume ADDICT
2003 
Lançamento do perfume feminino CHRIS 1947 em homenagem a fundação da grife. 
2005 
Lançamento dos perfumes MISS DIOR CHÉRIE (para um público feminino mais jovem) e DIOR HOMME
2006 
Lançamento do DIOR CAPTURE TOTALE, primeiro produto anti-idade baseado em uma extensa pesquisa tecnológica e sociológica, que oferece resultados extraordinários e conta com tecnologias de vanguarda em sua composição, com a utilização do Complexo Alpha-Longoza
Lançamento da DIOR GAUCHO, bolsa extravagante com grandes fivelas e chaves penduradas, que rapidamente se tornou a preferida de celebridades como Sienna Miller, Keira Knightley, Penélope Cruz e Gisele Bündchen. Inspirada nos pampas, o modelo tem versões em jeans, náilon e couro. 
2007 
Lançamento do perfume feminino MIDNIGHT POISON com o slogan “A new Cinderella was born”. O perfume era uma mistura perfeita de rosa da Bulgária, jasmim, flor de laranjeira, baunilha e sândalo. 
2008 
Lançamento do DIOR PHONE, um luxuoso celular com acabamento de diamantes incrustados e detalhes em couro de jacaré. Além de câmera, tela touchscreen e o nome da marca, o aparelho vinha com um mini-celular, apelidado de “My Dior”, que servia para prender do lado de fora da bolsa ou colocar no bolso, para quando alguém ligar, não fosse preciso revirar toda a bolsa para atender a chamada. 
2009 
Lançamento do DIOR SÉRUM DE ROUGE, um batom cuja textura saturada com ingredientes ativos e enriquecida com puros pigmentos enche os lábios de cores luminosas e destacam sua aparência dia após dia. Para ajudar no combate ao tempo, principal causa da perda de volume e descoloração dos lábios, o Centro de Inovação Dior desenvolveu um exclusivo complexo de ingredientes ativos que age tanto na superfície quanto no interior dos lábios. Dia após dia, eles recuperam sua firmeza e curvas suntuosas. Claramente definido, o contorno dos lábios se torna mais proeminente e reconquista seu tom rosado natural. 
2011 
Lançamento da coleção de maquiagem GRIS MONTAIGNE, inspirada na primeira loja da grife e baseada nos tons rosa e cinza. A exclusiva paleta Dior Cannage, realçada pelos famosos amuletos em metal D-I-O-R, se tornou uma verdadeira vitrine para os olhos e objeto de desejo para milhões de mulheres. 
2012 
Inauguração em Taipei (Taiwan) da sua maior loja no mundo. Com 19.410 m², o primeiro andar é reservado para joias, relógios, bolsas e artigos de couro, além de contar com uma área exclusiva para criar versões customizadas da icônica bolsa Lady Dior. O espaço ainda abriga a DIOR COUTURE (alta costura), três salões destinados ao prêt-à-porter, um destinado aos sapatos e dois andares para a DIOR HOMME, a coleção masculina da grife.


A joia da coroa 
A loja âncora (chamada em inglês de flagship store) da DIOR na lendária Avenue Montaigne 30, em Paris, foi reinaugurada em 2009 para ser reconhecida com uma das mais luxuosas do planeta. A reforma fez parte das comemorações pelos 60 anos da grife francesa e a reabertura contou com a presença de celebridades como Sharon Stone, Elton John, Juliette Binoche e Monica Belluci. Entre as novidades do projeto assinado pelo arquiteto Peter Marino estão um salão de sapatos exclusivos para clientes VIPs, com os modelos apresentados na última coleção de alta-costura, e frases escritas na parede como “Look Good” ou “J’adore” pelo artista Rob Wynne. A ideia foi criar um clima “residencial” dentro da loja, resgatando elementos do legado de Christian Dior. A loja ampliou seus salões para a coleção prêt-à-porter e deu maior destaque para as bolsas. Os modelos Samurai e Gaucho, além da clássica Lady Dior em novos materiais são as atuais campeãs de vendas na DIOR.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 16 de dezembro de 1946 
● Fundador: Christian Dior 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária) 
● Chairman: Bernard Arnault 
● CEO: Sidney Toledano 
● Estilista: Raf Simons e Kris Van Assche (Dior Homme) 
● Faturamento: €4.8 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 240 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Maiores mercados: Europa, Ásia e Estados Unidos 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, sapatos, perfumes, cosméticos e acessórios
● Concorrentes diretos: Chanel, Gucci, Prada, Versace e Saint Laurent Paris  
● Ícones: O New Look 
● Website: www.dior.com 

A marca no Brasil 
Apesar de vender seus produtos no país desde 1958, em muitos anos através de licenciamento, a marca desembarcou oficialmente somente em 1999 com a inauguração de uma loja na badalada Rua Haddock Lobo em São Paulo. Com a abertura da Villa Daslu, a segunda loja da DIOR, também em São Paulo, foi inaugurada. Em 2010, seguindo a estratégia mundial da marca e visando a oportunidade de crescimentos ambiciosos em um país em destaque no cenário econômico mundial, a filial brasileira fez investimentos arrojados, apostando em espaços de beleza personalizados, batizados de DIOR COSMOTIC COUNTER, onde o cliente desfruta de uma luxuosa experiência com os produtos da marca. Estes espaços únicos de beleza proporcionam prazer a todos os sentidos. A iluminação dos visuais e a maquiagem atraem o olhar. Os envolventes aromas das fragrâncias incitam o olfato. A textura dos tratamentos DIOR é um presente ao tato. Todas as áreas desse espaço personalizado provocam o desejo de sentir os produtos e deixar-se levar pela beleza. O DIOR COSMOTIC COUNTER faz parte da estratégia mundial da marca para manter uma comunicação única em qualquer perfumaria ou loja de departamento de luxo do mundo.


Com o fechamento da Vila Daslu, a marca inaugurou uma segunda unidade, recentemente, em 2013, no badalado shopping Cidade Jardim. Com portas de vidro duplo e iluminação interna entremeada pela tradicional padronagem cannage, a loja de 500 m² segue o conceito criado por Peter Marino para a lendária boutique da Avenue Montaigne. Há espaços separados para acessórios, roupas, joias e alta relojoaria. O luxuoso ambiente conta ainda com obras de renomados artistas contemporâneos.


A marca no mundo 
A marca, que já revelou estilistas como Yves Saint-Lauren, Gianfranco Ferré e John Galliano, têm sua sede no famoso endereço Avenida Montaigne 30, na cidade de Paris, contando com mais de 240 lojas próprias nos pontos mais exclusivos do planeta, e seus produtos podem ser encontrados nas mais sofisticadas lojas de departamento do mundo. Seu principal mercado é a Europa, que corresponde a mais de 50% das vendas da marca, seguido da região da Ásia-Pacífico com 24% e dos Estados Unidos com 23%. 

Você sabia? 
A marca tem toda sua linha de cosméticos desenvolvida no Dior Science Observatory, um centro de inovação localizado em Paris, onde mais de 200 pesquisadores criam produtos com texturas surpreendentes, sistemas de hidratação únicos da pele e formulações revolucionárias. 
Algumas referências informam que o estilista Christian Dior morreu de ataque cardíaco em 1957 após engasgar com uma espinha de peixe, outras dizem que o ataque foi resultado de um ardente encontro amoroso. Porém, não se sabe ao certo qual o verdadeiro motivo de sua morte até hoje. 
A DIOR tem em seus arquivos mais de 143 perfumes criados.

 *Conteúdo publicado originalmente no blog Mundo das Marcas.

CHLOÉ

Ela é charmosa, delicada, feminina, jovem e audaciosa. Não, ela não é nenhuma celebridade, e sim a marca francesa CHLOÉ, considerada uma das grifes favoritas do universo jovem na atualidade. Hoje, belas estrelas caem de amores por esta nova forma de elegância, assim como as estrelas de Hollywood do passado também fizeram antes delas.
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A história
A história começou em 1952 quando Gaby Aghion, uma parisiense nascida no Egito, de beleza negra, estilo boêmio e que queria lançar uma marca que representasse um prêt-à-porter de luxo e libertasse as mulheres dos rígidos padrões da moda da época, juntamente com seu sócio, o empresário Jacques Lenoir, fundou a empresa que levava o nome de CHLOÉ, escolhido pelo caloroso apelo feminino. Quatro anos mais tarde, em 1956, aconteceu o desfile de estréia no famoso Café de Flore, reduto dos existencialistas e artistas da capital francesa, quando a grife apresentou peças com tecidos finos, delicadamente femininas, leves e românticas que rejeitavam a rígida formalidade da moda da década de 50. Desde a sua criação, a marca sempre contratou para assinar suas coleções jovens estilistas talentosos como Christiana Bailly, Michèle Rosier, Maxime de la Falaise, Graziella Fontana, Tan Giudicelli, Guy Paulin e Carlos Rodriguez.
- -Nos anos 60, a CHLOÉ fez parte da geração que definiu o que viria a ser o prêt-à-porter francês, apostando em roupas jovens e modernas, com um espírito delicadamente audacioso. Principalmente depois que o jovem Karl Lagerfeld assumiu a direção criativa da marca em 1966, e transformou a CHLOÉ na marca preferida de grandes celebridades como Jackie Kennedy, Brigitte Bardot, Maria Callas e Grace Kelly na década de 70. A grife inaugurou sua primeira loja própria em 1971 na Rua Gribeauval em Paris e lançou seu primeiro perfume em 1975. Nesta década, a marca com suas blusas românticas de gaze e longas saias, definiu o visual de uma geração. No ano de 1985 a marca francesa foi adquirida pelo grupo de luxo Richemont e sua notoriedade mundial aumentou ainda mais. Os anos 90 foram marcados pelo lançamento de vários perfumes como o Narcisse (1992) e o Innocence (1996).- -No final da década de 90, já com uma imagem desgastada e antiga no mercado da moda, a grife francesa resolveu dar uma enorme reviravolta apostando no rejuvenescimento de sua marca, principalmente com a estilista Stella McCartney, que a partir de 1997 assumiu a direção criativa da CHLOÉ. Com a saída da herdeira de Paul McCartney em 2001, sua ex-assistente, Phoebe Philo, assumiu o comando criativo da marca. Rapidamente a jovem estilista imprimiu um toque pessoal e sensual nas coleções da CHLOÉ, que atraíram jovens celebridades como Kirsten Dunst, Natalie Portman e Lou Doillon. Em 2002, a marca lançou no mercado sua primeira coleção de bolsas, sapatos e artigos de couro. Rapidamente a bolsa Paddington se tornou um dos ícones da CHLOÉ e um enorme sucesso de venda.
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Pouco depois, em 2004, a marca lançaria do mercado a See By Chloé, caracterizada pelos desenhos e linhas românticas, modernas e juvenis de tops, shorts, mini-saias, calças, vestidos e blusas. No dia 11 de outubro de 2006, Paulo Melim Andersson assumiu as rédeas e passou a ser o diretor artístico da marca. No ano seguinte a CHLOÉ foi a primeira marca de luxo a oferecer uma versão estilizada do iPhone através de sua loja na Internet. Recentemente, em 2008, depois de uma estreita colaboração no desenvolvimento de fragrâncias, Hannah MacGibbon assumiu o cargo de diretora artística, apresentando sua primeira coleção no mês de março de 2009.
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-Atualmente a marca tenta agora atrair jovens celebridades para renovar a imagem, apostando em peças casuais (embora os preços continuem nas alturas). Liv Tyler é uma das entusiastas da marca atualmente: ela comprou recentemente três pares dos jeans que têm detalhes trançados - e fez aparições públicas com todos eles enquanto promovia o filme Jersey Girl. Além disso, a CHLOÉ está passando por uma rápida expansão internacional com aberturas de novas lojas.
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Dados corporativos● Origem: França
● Fundação: 1952
● Fundador: Gaby Aghion e Jacques Lenoir
● Sede mundial:
Paris, França● Proprietário da marca: Compagnie Financiere Richemont AG● Capital aberto: Não
● Chairman: Ralph Toledano
● Diretor criativo: Hannah MacGibbon
● Faturamento:
Não divulgado● Lucro: Não divulgado
● Lojas:
40● Presença global: 65 países● Presença no Brasil: Sim● Funcionários: 350● Segmento: Moda● Principais produtos: Moda prêt-à-porter, acessórios e perfumes● Ícones: A bolsa Paddington● Website: www.chloe.com
-A marca no mundoA CHLOÉ, que comercializa moda prêt-à-porter, acessórios e perfumes, possui atualmente mais de 40 lojas próprias espalhadas pelas principais cidades do mundo (Paris, Londres, Tóquio, Hong Kong, Shanghai, Los Angeles, Nova York, Dubai, Marbella e Las Vegas), além de vender seus produtos em renomadas lojas de departamento como Saks, Bloomingdale’s, Neiman Marcus, Nordstrom, Harrods, Bon Marché, Harvey Nichols e Selfridges. Aproximadamente 40% da receita internacional da marca é gerada na Europa, e 25% nos Estados Unidos. A CHLOÉ está presente em mais de 65 países ao redor do mundo, incluindo o Brasil.
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Você sabia?
A CHLOÉ já foi a marca preferida de mulheres belas e elegantes como Jacqueline Kennedy e Brigitte Bardot.


*Conteúdo publicado originalmente no blog Mundo das Marcas.








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CAROLINA HERRERA

Os valores da marca CAROLINA HERRERA podem ser transmitidos em apenas quatro palavras: elegância, atemporalidade, sofisticação e luxo. Tantos suas coleções de roupas e acessórios, quanto seus perfumes, são originais e marcantes, utilizados por pessoas chiques e modernas que buscam algo único. De Jacqueline Onassis à atriz de Hollywood Renée Zellweger, sua clientela atravessou décadas. O gosto refinado transformou suas roupas clássicas e atemporais em sucesso garantido entre as pessoas que procuram luxo e discrição.

A história
A estilista Maria Carolina Josefina Pacanins y Niño de Herrera Guevara, conhecida simplesmente como Carolina Herrera, nasceu no dia 8 de janeiro de 1939 na cidade de Caracas, filha de um casal, descendente de uma família aristocrática venezuelana. Quando tinha 13 anos, a avó levou-a a uma viagem à Paris, onde ela descobriu e se encantou com o estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, que lhe serviria de inspiração no seu trabalho. Aos 25 anos, começou a trabalhar como relações públicas na tradicional Casa Pucci, na Venezuela. Conheceu então Maria Teresa Herrera, mãe de Reinaldo, um editor da revista Vanity Fair, com quem se casaria em 1968. Após ter, durante anos, feito parte da lista das mulheres mais bem-vestidas dos Estados Unidos, em setembro de 1980, ela apresentou como teste seu primeiro trabalho no mundo da moda.

Muito bem recebido pela crítica, conseguiu o apoio de um investidor venezuelano, Armando de Armas, para fundar sua empresa no ano seguinte. Nessa altura, mudou-se permanentemente com a família para Nova Iorque. Estabelecida na cidade, foi somente em abril, que ela apresentou oficialmente sua primeira coleção prêt-à-porter no Metropolitan Museum, com sobreposição de tecidos diferentes em comprimentos variados, e logo conquistou clientes importantes, entre as quais a rainha dos cosméticos Estée Luader e Jacqueline Kennedy Onassis, que encomendou à Carolina Herrera o vestido de casamento de sua filha Caroline. Imediatamente grandes lojas de departamento compraram suas roupas. Fez com facilidade a transição para os modelos mais enxutos de meados da década de 80 e se tornou famosa por suas elegantes roupas para o dia e para a noite. Uma de suas peças mais famosas é a universal e democrática camisa branca. Usada à exaustão por Carolina e seu séquito de seguidoras, a peça se transformou em uma espécie de cartão de visitas e levou a grife para o patamar das mais adoradas entre as mulheres.

Carolina Herrera começou também a fazer coleções de vestidos de noiva, mas foram os perfumes que contribuíram para divulgar o seu nome no mundo inteiro. Isto aconteceu em 1988, quando a empresa espanhola de perfumaria Antonio Puig criou o famoso perfume feminino CAROLINA HERRERA. A partir deste momento a estilista construiria um verdadeiro império que se consolidou com lançamento de sucessos como o Herrera for Men, primeiro perfume masculino da marca, inspirado nos dois homens com principal participação na vida da estilista, o marido Reinaldo Herrera e o pai Guillermo Pacanins, lançado em 1991; e o 212, uma das fragrâncias de maior sucesso da grife, inspirada num estilo vanguardista nova-iorquino e lançada no mercado em 1997 em sua versão feminina. Seus primeiros perfumes se transformaram, em menos de uma década, em verdadeiros clássicos do mundo das fragrâncias e continuam atuais como no dia de seus lançamentos. Sem contar nos milhões de dólares que trouxeram para a empresa.

Depois vieram os acessórios, como malas, sapatos, artigos de pele e lenços, a roupa de senhora e a mais recente novidade, a coleção para homem. A primeira loja da marca CAROLINA HERRERA foi inaugurada somente no ano de 2000, na célebre Madison Avenue, em plena Nova Iorque. Nos anos seguintes a marca introduziu produtos em inúmeros segmentos, inclusive uma segunda linha de roupas e acessórios com preços mais em conta. Além disso, em 2006 inaugurou mais uma luxuosa loja em Melrose Place na cidade de Los Angeles. Em 2008, a estilista e sua filha Carolina Adriana (responsável pela elaboração do bem sucedido 212, a primeira fragrância de sua criação) participaram de um jantar em comemoração aos 20 anos da primeira fragrância de sua grife, realizado na Casa Fasano, em São Paulo. A celebração foi acompanhada por uma mostra de vestidos e perfumes lançados pelas marcas CAROLINA HERRERA e CH CAROLINA HERRERA.

A estilista explicou o motivo da escolha do Brasil, e principalmente da cidade de São Paulo para essa celebração: “Escolhi lançar a exposição em São Paulo, porque o perfume tem sido um hit (de vendas) aqui por 20 anos”, disse a venezuelana. A exposição ocupava a primeira sala do espaço, alugado para eventos de luxo. Textos contavam a história de cada fragrância, com sua inspiração e descrição das notas, ao lado de pôsteres das campanhas publicitárias, dos produtos em suas diferentes embalagens ao longo dos anos.

A linha do tempo
1987
Lançamento de sua primeira coleção de vestidos de noiva.
1994
Lançamento do perfume FLORÉ, com acentuados aromas florais.
1996 Lançamento do perfume AQUAFLORE.1997 Lançamento do icônico perfume 212 na versão feminina.
Lançamento de sua primeira coleção de acessórios que incluía bolsas e outros artigos de couro, lenços e gravatas.
1999 Lançamento da versão masculina do perfume 212 MEN.2001 Lançamento da marca CH Carolina Herrera, composta por acessórios e roupas mais esportivas e acessíveis, que custam cerca de 1/3 da marca CAROLINA HERRERA NEW YORK.
Inauguração de quatro lojas da nova marca CH Carolina Herrera nas cidades de Houston, Nova York, Las Vegas e Coral Gables (Flórida). Atualmente a marca possui mais de 50 lojas.
2002
Lançamento do perfume feminino CHIC. A versão masculina foi lançada dois anos depois.
2004
Lançamento do perfume 212 SEXY, sucesso de vendas no mundo inteiro e que, no Brasil, se esgotou em apenas um mês após sua estréia, fazendo com que a marca alcançasse o primeiro lugar entre os perfumes femininos mais vendidos.
2005
Lançamento do perfume masculino HERRERA ACQUA.
2007 Lançamento do perfume CH Carolina Herrera, uma fusão entre o contemporâneo e o tradicional, também em seu frasco, que utilizava materiais como couro e prata.
● Lançamento da edição especial de verão do famoso perfume chamado 212 SPLASH. O já clássico frasco (agora em tons aquáticos) da fragrância normal foi colocado dentro de uma embalagem transparente no formato de uma lata de refrigerante.
2008
Inauguração de uma loja âncora na cidade de Dallas.
2009
Inauguração de uma loja âncora na cidade Miami.
2010
Lançamento do perfume 212 VIP. Frases como “Você está na lista?” e “Esta é uma festa privada” fizeram parte da campanha destacando que quem usa o novo perfume está em evidência ou no centro das atenções. A fragrância foi desenvolvida pelo renomado perfumista Alberto Morillas, Carolina Herrera e sua filha.

A criação da primeira fragrância
O perfume nasceu de um encontro social em Nova Iorque, cidade eternamente ligada à designer venezuelana. Caminhando entre convidados, Carolina Herrera passou perto de Don Mariano Puig, diretor da empresa de perfumaria espanhola Antonio Puig, que percebeu um aroma de grande personalidade e perguntou a sua origem. Ela explicou que não se tratava de nenhuma fragrância, senão de um resultado experimental com óleo e essências de jasmim e nardo (cravo), flores muito presentes em recordações de sua vida na Venezuela. Dois anos depois, a difícil tarefa de traduzir um universo emocional em uma fragrância resultou no lançamento do primeiro perfume da marca CAROLINA HERRERA.

A nova musa dos perfumesA filha da estilista, Carolina Adriana Herrera, começou a trabalhar com a mãe em 1997, depois de ter estudado bioquímica e biologia em Nova Iorque. A oportunidade de se envolver na área dos perfumes surgiu por acaso, quando em um verão lhe pediram ajuda para desenvolver um aroma, nascia, então, o 212 que, dois anos depois, chegaria ao mercado na versão masculina para, em seguida, dar início a uma completa linha de produtos que consagraram a marca. A jovem participou desde então do desenvolvimento dos aromas, das embalagens, imagem e conceito dos perfumes, que têm sido a “bandeira” da marca por mais de 20 anos. Ela costuma dizer “que o sucesso dos perfumes CAROLINA HERRERA resultam da combinação do aroma, de quem o vende e do marketing”. Todos os perfumes têm uma imagem ou uma identidade: uma idéia do que é a mulher/homem que o usa.

Dados corporativos● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1981
● Fundador: Carolina Herrera
● Sede mundial: New York City, New York
● Proprietário da marca: Puig S.L.
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente: Caroline Brown
● Estilista:
Carolina Herrera● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 57
● Presença global: 100 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 400
● Segmento: Moda de Luxo
● Principais produtos: Roupas de alta-costura, acessórios e perfumes
● Ícones: O perfume 212
● Website: www.carolinaherrera.com

A marca no mundo
Atualmente os produtos da marca CAROLINA HERRERA são vendidos em mais de 100 países ao redor do mundo através das mais badaladas lojas de departamento e lojas especializadas. A marca conta ainda com seis lojas âncoras, localizadas em Nova York, Los Angeles, Las Vegas, Miami e Dallas, e uma loja dedicada especialmente a noivas na Cidade do México. Além disso, a marca CH CAROLINA HERRERA possui mais de 50 lojas em países como Estados Unidos, Brasil, Argentina, Venezuela, Espanha, Colômbia, Emirados Árabes, Panamá, Portugal, França, Inglaterra e Catar.
Você sabia? Hoje, a clientela da grife continua igualmente sofisticada e estrelada. Katie Holmes, Renée Zellweger e Meryl Streep são algumas das atrizes que vestem as etiquetas CAROLINA HERRERA e CH.

*Conteúdo publicado originalmente no blog Mundo das Marcas.